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De onde veio o número e o que quebra

Aula 8 de 107 minOperarAtualizada em 2026-10-04

Vídeo em produção

A gravação desta aula está no lote de produção. O objetivo, o exercício e a documentação já valem. Duração-alvo: 7 min.

Objetivo: Analisar impacto antes de alterar

Selo de estado: Preview (teto atual do produto) · Curso ACD-240 — Administração, segurança e governança · Aula 8 de 10 · Atualizado em 2026-10-04.

Objetivo#

Ao final desta aula você vai analisar impacto antes de alterar — listando painéis, relatórios, tabelas derivadas e pipelines que dependem de uma tabela, antes de renomear qualquer coluna.

Vídeo#

Identificador no manifesto: acd-240-08-linhagem-e-impacto · duração-alvo 7 min · tela do produto: /linhagem.

Roteiro de gravação (5 capítulos):

#Minutagem-alvoCapítuloTela do produto
10:00–0:40Abertura: as duas perguntas da tela — "de onde veio este número?" e "se eu mexer nesta tabela, o que quebra?"./linhagem
20:40–2:20O mapa do workspace por camada (Pipelines · Bronze · Silver · Gold · externas) e as contagens de uso. Montado do SQL dos visuais./linhagem
32:20–3:40Linhagem de um painel: visuais → tabelas (camada, fonte direta) → pipelines. Atalho para abrir o painel./linhagem
43:40–5:30Análise de impacto reversa: painéis afetados, relatórios afetados, tabelas derivadas, pipelines a revisar./linhagem
55:30–7:00Certificação (endosso) — só o dono certifica; o selo aparece no topo do painel. Erros comuns e o "faça você mesmo"./dashboards

Conteúdo#

Um mapa que ninguém desenha à mão

A tela de Linhagem e impacto (/linhagem) responde às duas perguntas que todo time de dados faz cedo ou tarde: "de onde veio este número?" e "se eu mexer nesta tabela, o que quebra?". O ponto que dá confiança ao mapa é como ele é construído: a partir do SQL de cada visual — não é um diagrama mantido à mão, é o que está rodando de verdade. Se o SQL mudou, o mapa muda com ele.

Ele liga pipelines → Bronze → Silver → Gold → painéis/relatórios, com colunas por camada (incluindo tabelas externas) e contagens de pipelines, tabelas, painéis e relatórios. Cada tabela mostra de onde vem e por quantos painéis/relatórios é usada — e um selo indica as tabelas certificadas.

As três seções que você vai usar

  • Mapa do workspace: a visão macro por camada, boa para achar a tabela órfã e a tabela superusada.
  • De onde veio este número? Escolha um painel e veja, lado a lado, os visuais, as tabelas que alimentam cada um (com a camada e se são fonte direta) e os pipelines por trás.
  • Se eu mexer nesta tabela, o que quebra? Escolha a tabela, clique em Analisar impacto e receba o efeito reverso: painéis afetados, relatórios afetados, tabelas derivadas e pipelines a revisar.

A quarta peça é a certificação (endosso): você marca painéis, relatórios e conjuntos de dados como revisados, e o selo aparece na lista do Workspace e no topo do painel, para o leitor saber qual número é oficial. Cada certificação registra quem endossou e quando — e só o dono (owner) certifica; admin e os demais papéis veem, mas não endossam.

A ordem importa

Analisar impacto → avisar → alterar → re-certificar. Alterar primeiro e descobrir depois é como se descobre na terça que o painel do cliente parou.

Como isso aparece no produto

A tela é área do dono (requireOwnerArea), porque o mapa expõe pipelines e tabelas de todo o workspace; membro convidado é levado de volta ao Workspace de BI. Tudo é escopado por workspaceId — o grafo de um cliente jamais toca o de outro. Abrir a tela custa R$ 0: o grafo é montado dos metadados (o SQL dos visuais), sem consulta paga. Por plano, linhagem está disponível a partir do Business.

Exemplo: a Aurora antes de renomear valor

O time da Aurora Varejo quer renomear a coluna valor em aurora_silver.vendas. Maria abre /linhagem, seleciona a tabela na análise de impacto e clica em Analisar impacto. A tela devolve: dois painéis ("Vendas por filial" e "Metas de agosto"), um relatório semanal e a tabela derivada aurora_gold.vendas_por_filial, além dos pipelines a revisar. Com a lista na mão, ela avisa o time, combina a janela, faz a mudança — e re-certifica o que mudou, porque o selo de "revisado" não deve sobreviver a uma alteração estrutural sem nova conferência.

Na outra direção, quando um gerente questiona o número do painel "Vendas por filial", Maria usa "de onde veio este número?": vê os visuais, as tabelas que alimentam cada um, a camada de cada tabela e os pipelines por trás — e responde com o caminho completo em vez de "o sistema calculou".

Açãoviewermemberadminownerorg_admin
Ver o selo de certificado no topo do painel✓✓✓✓—
Abrir /linhagem (área do dono)——✓✓—
Rodar a análise de impacto——✓✓—
Certificar painel/relatório/conjunto de dados———✓—
Alterar o pipeline que origina a tabela (source.manage)——✓✓—

Erros comuns

  • "Ainda não há o que mapear". Workspace sem pipeline ou sem painel com SQL. Crie um pipeline e um painel que leia do datalake.
  • Painel que "sumiu" da linhagem. Painel sem visual com SQL não aparece — o mapa cobre o que tem SQL rastreável. Adicione um visual que consulte uma tabela.
  • Tentar certificar como admin. Endosso é do owner; peça ao dono.
  • Alterar antes de analisar. O impacto reverso existe justamente para ser lido antes.
  • Deixar o selo de certificado em algo que mudou. Selo desatualizado engana mais do que a ausência de selo: re-certifique.
  • Confundir linhagem com auditoria. A linhagem diz de onde o número vem; a auditoria diz quem fez e quanto custou. Investigação boa usa as duas.

Estado do produto

Grafo de linhagem, análise de impacto e certificação são determinísticos e cobertos por testes; o teto público é Preview — freshness e escala em produção não foram medidos hoje. Há ainda um limite honesto de cobertura: o mapa cobre o que tem SQL rastreável, então um painel sem visual com SQL simplesmente não aparece na linhagem. A tela não substitui a conversa com o time; ela dá a lista para que a conversa exista.

Faça você mesmo#

No workspace de treino Aurora Varejo (abra /linhagem no console):

  1. Abra /linhagem e anote as contagens do mapa: pipelines · tabelas · painéis · relatórios.
  2. Identifique a tabela com mais painéis/relatórios dependentes e a com menos. Anote a camada de cada uma.
  3. Na seção "De onde veio este número?", escolha o painel "Vendas por filial" e anote, para um visual, as tabelas que o alimentam, a camada de cada e quais são fonte direta.
  4. Na seção "Se eu mexer nesta tabela, o que quebra?", selecione produtos (ou a tabela equivalente do seu treino) e clique em Analisar impacto.
  5. Registre as quatro listas devolvidas: painéis afetados, relatórios afetados, tabelas derivadas e pipelines a revisar.
  6. Escreva o aviso que você mandaria ao time antes da mudança, citando nominalmente os painéis e o relatório afetados.
  7. Localize onde se certifica um painel e anote quem pode fazer isso e quais dois dados ficam registrados no endosso.
  8. Cruze com /auditoria: encontre um evento recente que toque a mesma tabela e anote quem o disparou.

Você terminou quando tiver, por escrito, o impacto completo de alterar uma tabela — as quatro listas — e o aviso ao time pronto para enviar, com os painéis e relatórios citados por nome.

Checagem rápida#

Três perguntas no final da aula, corrigidas no servidor. A aula só conta como concluída depois da checagem.

Documentação relacionada#

Capacidades ensinadas#

C11.5 — o selo exibido na aula é sempre o estado mais conservador entre as capacidades citadas; nada aqui é "GA".

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