Selo de estado:
Preview(teto atual do produto) · Curso ACD-240 — Administração, segurança e governança · Aula 9 de 10 · Atualizado em 2026-10-04.
Objetivo#
Ao final desta aula você vai executar DSAR; explicar fronteira — gerando o relatório de acesso e portabilidade de um titular e dizendo, sem hesitar, quem responde por qual dado.
Vídeo#
Identificador no manifesto: acd-240-09-lgpd-operacional · duração-alvo 8 min · tela do produto: /governanca.
Roteiro de gravação (6 capítulos):
| # | Minutagem-alvo | Capítulo | Tela do produto |
|---|---|---|---|
| 1 | 0:00–1:00 | Abertura e a fronteira que muda tudo: operador do datalake × controlador dos dados de conta/operação. | /governanca |
| 2 | 1:00–2:30 | Grupos de acesso e PII: ocultar × mascarar × negar. Toda revelação de dado pessoal fica registrada. | /governanca |
| 3 | 2:30–4:00 | Política de retenção: prazos por recurso, finalidade e base legal. Recurso sem política não expira por engano. | /governanca |
| 4 | 4:00–5:40 | Gerar o DSAR por e-mail do titular: fontes, campos, critérios, data da coleta. Saída em JSON e Markdown. | /governanca |
| 5 | 5:40–7:10 | Exclusão de conta e dados: os cinco passos, o fail-closed da credencial da Academy, a irreversibilidade. | /settings → Workspace |
| 6 | 7:10–8:00 | Exemplo Aurora, erros comuns e o "faça você mesmo". | /governanca |
Conteúdo#
A fronteira: quem responde por qual dado
Esta é a primeira coisa a aprender, porque muda quem atende o titular:
- A ingestia.io é OPERADORA do datalake (BigQuery/GCS): o dado de negócio que o cliente ingere pertence ao cliente, que é o controlador. Um titular final do cliente-do-cliente é atendido pelo próprio cliente, com as ferramentas de exportação por conta de serviço e de eliminação do datalake.
- A ingestia.io é CONTROLADORA dos dados de conta e operação: autenticação, membros, trilha de auditoria, leads de marketing e recibos de entrega. É sobre estes que a plataforma responde diretamente.
Na prática: "o CPF do meu cliente está no datalake" é pedido do controlador (a empresa); "quais ações minhas estão registradas na plataforma" é pedido atendido pelo DSAR.
Política de retenção (banco de controle)
Os prazos são declarativos e auditáveis, com finalidade e base legal — e a política é a verdade única que alimenta o expurgo:
| Recurso | Retenção | Contado a partir de |
|---|---|---|
| registro de auditoria | 730 dias | createdAt |
| Execução de relatório | 365 dias | createdAt |
| Snapshot/refresh de dashboard | 90 dias | createdAt |
| Recibo de entrega | 180 dias | queuedAt |
| Evento de alerta | 180 dias | firedAt |
| Lead de marketing | 730 dias | updatedAt |
| Tentativa de exame / de quiz (Academy) | 730 dias | envio (ou início) / createdAt |
Um recurso sem política definida nunca expira por engano — é o caso da credencial da Ingestia Academy, que é registro público verificável e vive até a revogação.
O DSAR: acesso e portabilidade
O relatório DSAR reúne, por e-mail do titular, tudo o que o banco de controle guarda ligado a ele — e cada seção declara a fonte (tabela + campos), o critério de casamento e a data da coleta. É isso que o torna verificável, em vez de um despejo de dados.
Ele cobre o cadastro de login, a participação no workspace, as ações auditadas do titular (sem o SQL cru, que pode conter dado de terceiros), comentários e menções, visões pessoais de dashboard, recibos de entrega, eventos de alerta e contatos de marketing. Em grupo próprio vem a Ingestia Academy (base global do titular, fora do workspace): perfil do aprendiz, matrículas, progresso agregado por curso, tentativas de exame (data, certificação, status e nota — nunca o formulário, as respostas ou o gabarito), submissões de desafio e credenciais (código público, certificação, emissão, validade, revogação).
A saída é JSON (portabilidade) e Markdown (leitura do titular). E o que nunca entra: segredos (senha, semente TOTP, hash) e o SQL cru. O datalake do cliente está fora do escopo — ele é do controlador.
Exclusão é irreversível
A exclusão de dados é definitiva: faça a exportação do que precisa preservar antes de solicitar a eliminação.
A exclusão, passo a passo
A exclusão orquestra a remoção completa de um workspace, passo a passo e best-effort — uma falha pontual não trava o resto: (1) cancelar a assinatura no provedor de pagamento; (2) apagar o datalake do workspace (Bronze/Silver/Gold); (3) remover o banco de controle (dashboards, queries, fontes, relações e o próprio workspace); (4) erasure do titular, quando pedido — e aqui está o detalhe fail-closed: na mesma transação, as credenciais da Academy são anonimizadas e só então o usuário é apagado; se a anonimização falhar, o usuário não é apagado e o passo fica marcado para reprocesso; (5) registrar na auditoria (account.deleted).
Sobre a credencial da Academy, o comportamento merece ser dito em voz alta porque parece um bug e não é: a credencial pertence à pessoa, e a página pública de verificação precisa continuar respondendo depois que a conta sai — um "não encontrado" falso diria a um empregador que a credencial nunca existiu. Por isso, na exclusão, cada credencial é anonimizada e revogada, não apagada: o nome vira "Titular removido", deixa de ser exibido, a credencial é marcada como revogada por conta_excluida e perde o vínculo com a conta. Perfil, matrículas, progresso, tentativas e submissões são apagados junto com o usuário. Independentemente da exclusão, o titular pode ocultar o nome na página pública; publicar o nome exige consentimento explícito na emissão.
Exemplo: a Aurora atendendo dois pedidos
Um ex-funcionário da Comércio Aurora pede os próprios dados. Maria (owner) gera o DSAR por ana@example.com e entrega o JSON e o Markdown — com cadastro, participação, ações auditadas (sem SQL cru), comentários, visões e entregas. Dias depois chega um pedido diferente: um cliente da Aurora quer a exclusão do próprio CPF. Esse não é um DSAR da plataforma: o CPF está no datalake, a Aurora é a controladora, e o atendimento é feito por ela. Encerrado o contrato, Maria solicita a exclusão total do workspace — e exporta antes o que precisa guardar.
| Ação | viewer | member | admin | owner | org_admin |
|---|---|---|---|---|---|
| Ter os próprios dados listados num DSAR | ✓ | ✓ | ✓ | ✓ | ✓ |
Ver PII em claro (com viewPII, auditado) | — | ✓ | ✓ | ✓ | — |
Configurar grupos de acesso e PII (/governanca) | — | — | ✓ | ✓ | — |
| Gerar DSAR e revisar acesso | — | — | — | ✓ | — |
| Solicitar exclusão de conta e dados | — | — | — | ✓ | — |
Erros comuns
- DSAR "vazio". Titular sem registros nas fontes: é esperado, e a ausência é, ela própria, evidência verificada.
- Reclamar que o DSAR não traz o SQL. Omissão proposital — o SQL pode conter dado de terceiros.
- Esperar o dado de negócio no DSAR. O datalake é do controlador; o cliente atende.
- Revelar PII sem registro. Ligar
viewPIIsem decisão escrita é o caminho mais curto para um incidente; a revelação é auditada por desenho. - Apagar antes de exportar. A exclusão é definitiva.
- Tratar a credencial da Academy que ainda responde como vazamento. É comportamento esperado: ela aparece revogada, sem nome e sem vínculo com a conta.
Estado do produto
Política de retenção, DSAR verificável e exclusão são provados por testes (motores puros e orquestração); o teto público é Preview. Dois limites de escopo: a retenção/expurgo cobre o banco de controle, não o datalake do cliente; e os prazos são decisão de produto, não self-service por workspace. A exclusão é best-effort por passo — uma dependência indisponível não impede os demais passos, mas pode exigir reprocesso (é o caso de academy-anonymize:error com db-user:skipped, em que o usuário foi preservado de propósito). Por plano, governança/LGPD operacional começa no Business. Vale lembrar o limite da política de PII: hoje ela vale nas telas, exportações e envios do ingestia — levá-la para dentro do datalake, valendo para quem consulta as tabelas por fora, ainda não está disponível.
Faça você mesmo#
No workspace de treino Aurora Varejo (abra /governanca no console):
- Escreva, em duas linhas, a fronteira controlador × operador — e classifique dois pedidos: "quais ações minhas a plataforma registrou" e "apague o CPF do meu cliente".
- Em
/governanca, localize o mapa de colunas PII marcadas e anote em qual camada cada marcação foi feita. - Anote a diferença entre ocultar (coluna não aparece), mascarar (aparece sem valor) e negar (acesso recusado).
- Gere o DSAR por
ana@example.come abra as duas saídas (JSON e Markdown). - No relatório, confirme três coisas: cada seção declara fonte e critério, as ações auditadas vêm sem o SQL cru, e nenhum segredo aparece.
- Localize o grupo da Ingestia Academy no DSAR e anote o que vem das tentativas de exame — e o que nunca vem.
- Liste os cinco passos da exclusão e aponte em qual deles está o fail-closed da credencial da Academy.
- Responda por escrito: por que a URL pública de verificação continua respondendo depois da exclusão da conta?
Você terminou quando tiver o DSAR de Ana gerado nos dois formatos, com as três conferências do passo 5 anotadas, e conseguir explicar a fronteira controlador × operador usando os dois pedidos do passo 1.
Checagem rápida#
Três perguntas no final da aula, corrigidas no servidor. A aula só conta como concluída depois da checagem.
Documentação relacionada#
Capacidades ensinadas#
C11.6 — o selo exibido na aula é sempre o estado mais conservador entre as capacidades citadas; nada aqui é "GA".