Selo de estado:
Preview(teto atual do produto) · Curso ACD-240 — Administração, segurança e governança · Aula 10 de 10 · Atualizado em 2026-10-04.
Objetivo#
Ao final desta aula você vai posicionar BYOC (chave cifrada = Preview; keyless = Roadmap) — e descrever o fluxo de promoção entre ambientes sem prometer o que ainda não existe.
Vídeo#
Identificador no manifesto: acd-240-10-byoc-ambientes-promocao · duração-alvo 7 min · tela do produto: /settings.
Roteiro de gravação (5 capítulos):
| # | Minutagem-alvo | Capítulo | Tela do produto |
|---|---|---|---|
| 1 | 0:00–0:40 | Abertura: esta é uma aula de conhecimento — posicionar estados, não operar. | /settings → Workspace |
| 2 | 0:40–2:20 | O que é "ambiente" aqui: etiqueta [dev]/[test]/[prod] no nome do workspace; a organização diz quais formam um conjunto. | /settings → Workspace |
| 3 | 2:20–4:10 | O fluxo diff → aprovar → aplicar → rollback; segregação de funções; merge aditivo e idempotente; dev → prod só forçado e auditado. | /dashboards |
| 4 | 4:10–5:40 | A regra de ouro: credencial nunca viaja. O que migra (definição) e o que não migra (conexões, chaves, dados). | /dashboards |
| 5 | 5:40–7:00 | BYOC: control plane sempre nosso, data plane na conta do cliente. Chave cifrada = Preview · keyless (WIF) = Roadmap. | /settings → Workspace |
Conteúdo#
Ambiente aqui é uma convenção, não um cadastro
Não existe um cadastro separado de "ambiente". Ambiente é uma convenção sobre o workspace: uma etiqueta [dev], [test] ou [prod] no nome (ou o nome inteiro sendo dev/test/prod). Workspaces irmãos pertencem à mesma organização — é ela que diz quais dev/test/prod formam um conjunto. Sem etiqueta, o workspace é tratado como sem ambiente declarado e não entra em fluxo de promoção.
| Ambiente | Rótulo | Para quê |
|---|---|---|
dev | Desenvolvimento | construir e quebrar à vontade |
test | Teste | validar com quem vai usar, antes de expor |
prod | Produção | o que a empresa consome e compartilha |
Como cada ambiente é um workspace separado, cada um tem o próprio datalake, as próprias conexões e os próprios créditos. Isso é consequência direta da aula 1: o workspace é a unidade de isolamento.
A ordem da promoção e o fluxo
A promoção é sempre para a frente e nunca pula etapa sem registro: dev → test e test → prod são as transições normais; dev → prod só com "forçar" explícito, e isso fica na auditoria; recuar (prod → test) ou promover para o mesmo ambiente não é permitido — para voltar atrás existe o rollback.
O fluxo tem quatro passos, construídos sobre o BI-as-code — o diff é o mesmo dry-run do import, e aplicar é o mesmo merge aditivo:
- Gerar o plano (diff). No painel de origem, você escolhe o workspace de destino; o produto exporta a definição, remove referências locais do ambiente de origem (como o vínculo com o modelo semântico daquele workspace) e calcula, entidade por entidade, o que é
novo,inalteradoouconflito. - Aprovar — outra pessoa. Quem aprova não pode ser quem promove: segregação de funções. Conflitos exigem estratégia explícita (
manter_meu/usar_deles); sem escolha, a promoção não aplica nada. - Aplicar. O merge é aditivo e idempotente: aplicar a mesma promoção duas vezes não muda nada na segunda (tudo vira
inalterado). O estado do destino antes de aplicar fica guardado no plano. - Rollback. Voltar é reescrever o snapshot capturado no passo 3 — e também fica na auditoria.
Cada promoção gera eventos na trilha: quem pediu, quem aprovou, origem, destino, se foi forçada, resumo do plano aplicado e, se houver, o rollback.
Credencial nunca viaja
A exportação já nasce sem segredo (ela lê só a definição do painel) e, antes de aplicar, o produto varre o conteúdo e remove qualquer chave sensível que tenha sido injetada em alguma configuração. Conexões, chaves e dados não migram: no destino você usa as conexões do próprio destino e roda o refresh.
O escopo também é honesto: a promoção cobre dashboards e modelo (a definição). Pipelines têm o próprio versionamento e não são promovidos por este fluxo.
BYOC: onde cada metade roda
BYOC ("bring your own cloud") é sobre o data plane, nunca sobre o control plane. Em Configurações → Workspace existe o cartão "Cloud própria (Enterprise)", que descreve exatamente isso: o datalake (BigQuery + landing) roda no projeto GCP do cliente — os dados não saem da conta Google dele e os custos de nuvem são faturados direto pela Google para ele. Sem isso, o workspace usa o projeto compartilhado da plataforma. O control plane continua sendo nosso em qualquer arranjo: a aplicação, o cadastro, a orquestração e a interface seguem rodando na ingestia.io.
E aqui está o posicionamento que esta aula existe para fixar:
| Arranjo | Estado | O que dizer ao cliente |
|---|---|---|
| BYOC com chave cifrada (chave de conta de serviço do projeto do cliente) | Preview | existe, é documentado, sem SLA; add-on no Business e incluído no Scale+ |
| BYOC keyless (WIF — federação de identidade) | Roadmap | não disponível: a arquitetura não foi construída |
| SLO/SLA público, uptime, RPO/RTO | não medidos | sem promessa numérica hoje |
O modo de atualização ao vivo (rt) é o único recurso que depende de nuvem própria — batch existe em todos os planos e near_rt do Growth para cima.
| Ação | viewer | member | admin | owner | org_admin |
|---|---|---|---|---|---|
Ver o painel já promovido em prod | ✓ | ✓ | ✓ | ✓ | — |
| Gerar o diff e promover (gestão de painéis) | — | — | ✓ | ✓ | — |
| Aprovar a promoção (nunca quem promoveu) | — | — | ✓ | ✓ | — |
| Configurar a nuvem própria no workspace | — | — | — | ✓ | ✓ |
| Criar/vincular os workspaces irmãos da org | — | — | — | — | ✓ |
Erros comuns
- Esperar que os dados viajem na promoção. Só a definição migra; no destino você conecta e roda o refresh.
- Aprovar a própria promoção. A segregação de funções recusa — é desenho, não obstáculo.
- Usar
dev → prodcomo atalho rotineiro. Exige forçar explícito e fica registrado; se virou rotina, falta otest. - Tentar "recuar" promovendo ao contrário. Recuo não existe: use o rollback.
- Contar pipelines no escopo da promoção. Eles têm versionamento próprio.
- Vender BYOC keyless. É Roadmap; o que existe hoje é BYOC com chave cifrada, em Preview.
- Prometer uptime ou RPO/RTO. Não foram medidos — não há número a prometer.
Estado do produto
Ambientes e promoção versionada são provados por testes, com teto público Preview. A confiabilidade empresarial — SLO/SLA, error budget, DR e BYOC keyless/WIF — é Roadmap: a arquitetura de federação de identidade não foi construída, e uptime, RPO e RTO não foram medidos. Por isso esta aula é de conhecimento: ela te dá o vocabulário para posicionar corretamente numa proposta — "o data plane pode rodar na sua conta GCP hoje, com chave cifrada, em Preview e sem SLA; keyless é roadmap; o control plane é sempre nosso" — sem transformar roadmap em promessa.
Faça você mesmo#
Esta aula é de conhecimento: não há exercício operacional. Leia, assista e responda à checagem rápida. Se quiser fixar o conteúdo sem mexer em nada, escreva por conta própria:
- A frase de uma linha que você diria a um cliente sobre BYOC, separando chave cifrada (Preview) de keyless/WIF (Roadmap).
- A frase que explica que o control plane é sempre nosso e só o data plane roda na conta do cliente.
- Os quatro passos da promoção, na ordem, com a regra de quem aprova ≠ quem promove.
- O que acontece se a mesma promoção for aplicada duas vezes.
- A lista do que não viaja entre ambientes: conexões, chaves, dados — e por que a exportação nasce sem segredo.
Checagem rápida#
Três perguntas no final da aula, corrigidas no servidor. A aula só conta como concluída depois da checagem.
Documentação relacionada#
Capacidades ensinadas#
C12.1 · C12.6 — o selo exibido na aula é sempre o estado mais conservador entre as capacidades citadas; nada aqui é "GA".