Selo de estado:
Preview(teto atual do produto) · Curso ACD-260 — Arquitetura de solução · Aula 3 de 8 · Atualizado em 2026-10-04.
Objetivo#
Ao final desta aula você vai decidir quantos ambientes a empresa sustenta e quem aprova a promoção — e vai saber o que o fluxo de promoção não cobre.
Vídeo#
Identificador: acd-260-03-ambientes-e-promocao · Duração-alvo: 8 min · Tela: /settings.
Roteiro (capítulos):
- 0:00–1:00 — Ambiente é convenção, não cadastro (
/settings→ Workspace) — a etiqueta[dev]/[test]/[prod]e a organização que diz quem é irmão de quem. - 1:00–2:30 — Quantos ambientes a empresa paga (
/billing) — cada ambiente é um workspace: plano, créditos e conexões próprios. - 2:30–4:20 — O fluxo diff → aprovar → aplicar → rollback (
/dashboards) — merge aditivo, idempotente, e o snapshot que permite voltar. - 4:20–5:40 — Segregação de funções com time de uma pessoa — a decisão real: segundo aprovador ou
dev → prodforçado e auditado. - 5:40–6:50 — O que não viaja — credencial, conexão, dado. E o que fica fora do escopo: pipelines.
- 6:50–8:00 — O plano de promoção da Aurora (
/settings) — dois ambientes, quem aprova, como se volta.
Conteúdo#
Ambiente é uma convenção sobre o workspace
Não existe cadastro de "ambiente". Ambiente é uma etiqueta no nome do workspace — [dev], [test], [prod] (ou o nome inteiro sendo um deles) — e é a organização que diz quais workspaces formam um conjunto de irmãos. Sem etiqueta, o workspace é sem ambiente declarado e não entra em fluxo de promoção.
A consequência arquitetural vem daí: como cada ambiente é um workspace separado, cada um tem o próprio datalake, as próprias conexões e os próprios créditos. Três ambientes não são três pastas: são três assinaturas, três franquias mensais e três conjuntos de credenciais para rotacionar.
A primeira decisão: quantos ambientes a empresa sustenta
| Arranjo | Quando se defende | O que custa |
|---|---|---|
Um só (prod) | painel interno, poucos leitores, nenhuma publicação externa, quebra tolerável por algumas horas | nada além da assinatura — e nenhuma rede de proteção |
Dois (dev + prod) | o caso típico de PME: alguém constrói e alguém consome; publicação para a diretoria | dois planos, dois conjuntos de conexões; promoção dev → prod exige forçar explícito e fica auditada |
Três (dev + test + prod) | painel exposto a cliente final ou a quem decide dinheiro; mais de um construtor; necessidade de validar com o usuário antes de expor | três planos e três franquias; a disciplina de não pular etapa |
A regra de ordem é fixa e não negociável: dev → test e test → prod são as transições normais; dev → prod só com "forçar" explícito, registrado na auditoria; recuar (prod → test) ou promover para o mesmo ambiente não é permitido — para voltar atrás existe o rollback.
Isso significa que "dois ambientes" é uma escolha legítima, mas ela se paga com uma promoção forçada a cada entrega. Se isso virou rotina diária, o desenho está dizendo que falta o test — e aí a decisão correta é criar o terceiro workspace, não normalizar o atalho.
O fluxo, e por que ele exige duas pessoas
A promoção é construída sobre o BI-as-code: o diff é o mesmo dry-run do import e aplicar é o mesmo merge aditivo.
- Gerar o plano (diff). No painel de origem você escolhe o destino; o produto exporta a definição, remove referências locais do ambiente de origem (como o vínculo com o modelo semântico daquele workspace) e classifica, entidade por entidade, o que é
novo,inalteradoouconflito. - Aprovar — outra pessoa. Quem aprova não pode ser quem promove. Conflitos exigem estratégia explícita (
manter_meu/usar_deles); sem escolha, a promoção não aplica nada. - Aplicar. O merge é aditivo e idempotente: aplicar duas vezes não muda nada na segunda. O estado do destino antes de aplicar fica guardado no plano.
- Rollback. Voltar é reescrever aquele snapshot — e também fica na auditoria.
Aqui está a decisão que mais aparece em PME: a segregação de funções exige duas pessoas, e o time tem uma. Não há como aprovar a própria promoção — é desenho, não obstáculo. As saídas honestas são duas, e você escolhe uma explicitamente no desenho:
- Nomear um segundo aprovador que não constrói — tipicamente o
ownerdo workspace (o dono do negócio ou a controladoria). Ele não precisa saber montar painel; precisa ler o diff e dizer "pode". É a opção que preserva a rede de proteção. - Aceitar
dev → prodforçado, assumindo por escrito que cada entrega vai para a auditoria como promoção forçada. É aceitável em painel interno; não é aceitável em painel que o cliente final vê.
A regra de ouro: credencial nunca viaja
A exportação já nasce sem segredo — ela lê só a definição do painel. Mesmo assim, antes de aplicar, o produto varre o conteúdo e remove qualquer chave sensível que tenha sido injetada em alguma configuração. Conexões, chaves e dados não migram: no destino você usa as conexões do próprio destino e roda o refresh.
No desenho isso tem duas consequências práticas: (1) cada ambiente precisa das suas próprias credenciais de origem — e de um plano de rotação próprio; (2) promover não enche o destino de dado. Depois de aplicar, alguém tem de rodar a carga lá. Quem não escreve isso no plano descobre na primeira demonstração com o painel vazio.
O que o fluxo não cobre
| Entra na promoção | Fica fora |
|---|---|
| Dashboards e modelo (a definição) | Pipelines — têm versionamento próprio |
| Conflitos resolvidos com estratégia explícita | Conexões, chaves, dado |
| Rollback pelo snapshot do plano | "Recuar" promovendo ao contrário |
Pipelines fora do escopo é o detalhe que mais quebra implantação: o painel chega em prod esperando um mart que o pipeline de prod nunca criou. O plano de promoção precisa dizer, em uma linha, quem publica o pipeline no destino e em que ordem — antes do painel, sempre.
A decisão da Aurora
A Comércio Aurora tem uma pessoa construindo e um diretor que consome. Desenho que se defende: dois workspaces — Aurora [dev] e Aurora [prod], irmãos na mesma organização. A Maria promove; o owner aprova lendo o diff (não dev → prod forçado como rotina, porque o painel sustenta decisão de dinheiro). Os pipelines são publicados em prod antes da promoção do painel. O rollback é parte do procedimento, não improviso: se o diff aplicado quebrar o painel da diretoria, volta-se ao snapshot e se investiga em dev.
O que é recusado: um terceiro ambiente "porque é boa prática". Com um construtor e um aprovador, o test adicionaria uma assinatura e uma franquia sem adicionar leitor que valide — ele entra quando houver um segundo construtor ou um cliente externo vendo o painel.
Erros comuns de desenho
- Contar ambientes como pastas. São workspaces: plano, créditos e conexões multiplicados.
- Esperar que o dado viaje. Só a definição migra; no destino se conecta e se roda o refresh.
- Deixar a aprovação para quem promove. Recusado por desenho; decida quem é o segundo par de olhos antes da primeira entrega.
- Usar
dev → prodcomo rotina silenciosa. Exige forçar, fica auditado — e se é rotina, falta otest. - Esquecer os pipelines. Fora do escopo da promoção; publique-os primeiro no destino.
- Tratar o rollback como plano B informal. Ele é um passo do procedimento, com snapshot e auditoria.
Faça você mesmo#
O produto desta aula é um artefato de decisão: um plano de promoção de uma página. Use /settings → Workspace para conferir nomes e vínculo de organização; o resto é escrito.
- Escreva quantos ambientes a empresa do seu caso sustenta e por quê, usando a tabela de arranjos — inclua o custo que você está aceitando.
- Dê o nome exato de cada workspace com a etiqueta (
[dev],[test],[prod]) e diga a qual organização eles pertencem. - Nomeie quem promove e quem aprova — pessoas diferentes, com nome e papel. Se não houver segunda pessoa, escreva qual das duas saídas você escolheu e o que está assumindo.
- Escreva a ordem de publicação no destino: pipeline primeiro, painel depois, refresh em seguida.
- Liste as credenciais que cada ambiente precisa ter próprias e quem as rotaciona.
- Escreva o procedimento de rollback em três linhas: quem decide voltar, o que se reescreve, onde a investigação continua.
- Marque o que fica fora do escopo da promoção, para ninguém esperar que viaje.
Você terminou quando: o plano cabe em uma página, tem nome de pessoa em "promove" e "aprova", diz a ordem pipeline → painel → refresh, e deixa explícito o custo da quantidade de ambientes que você escolheu.
Checagem rápida#
Três perguntas no final da aula, corrigidas no servidor. A aula só conta como concluída depois da checagem.
Documentação relacionada#
- administracao/ambientes-e-promocao
- administracao/organizacao-e-workspaces
- administracao/planos
- bi/bi-as-code
Capacidades ensinadas#
C12.1 · C12.2 — o selo exibido na aula é sempre o estado mais conservador entre as capacidades citadas; nada aqui é "GA".