Selo de estado:
Preview(teto atual do produto) · Curso ACD-430 — Governança de IA: custo, egress, LGPD e aprovação humana · Aula 6 de 7 · Atualizado em 2026-10-04.
Objetivo#
Ao final desta aula você vai responder 3 perguntas de DPO sobre a IA do produto — quem é subprocessador, por quanto tempo o rastro fica guardado e o que o DSAR traz (e nunca traz) do lado da IA — sem prometer nada que o produto não faça.
Vídeo#
Identificador no manifesto: acd-430-06-lgpd-e-ia · duração-alvo 6 min · tela do produto: /auditoria.
Roteiro (capítulos):
- 00:00–01:00 — A fronteira que muda quem responde: operador do datalake × controlador dos dados de conta e operação.
- 01:00–02:20 — Pergunta 1 do DPO: quem é o subprocessador da IA, e o que exatamente chega até ele.
- 02:20–03:40 — Pergunta 2: retenção. O que fica (trilha de uso/custo/recusa) e o que nunca existiu (histórico de conversa).
- 03:40–05:00 — Pergunta 3: DSAR — o que a IA contribui para o relatório do titular, e o que é omitido de propósito (segredos, SQL cru).
- 05:00–06:00 — O caso Aurora, erros comuns e o que esta capacidade não faz.
Conteúdo#
Primeiro: quem responde por qual dado
Esta é a fronteira que decide quem atende o titular:
- A ingestia.io é OPERADORA do datalake (BigQuery/GCS): o dado de negócio que você ingere é seu, e você é o controlador. Um titular final do seu cliente é atendido por você.
- A ingestia.io é CONTROLADORA dos dados de conta e operação: autenticação, membros, trilha de auditoria, leads de marketing e recibos de entrega. É sobre estes que a plataforma responde diretamente.
Aplicado à IA: "o CPF do meu cliente foi mandado para o modelo?" é pergunta sobre egress (resposta: coluna marcada como PII é excluída na origem, antes de montar o prompt); "quais ações minhas a plataforma registrou?" é pedido atendido pelo DSAR.
Pergunta 1 — "Quem é o subprocessador, e o que chega até ele?"
O provedor de modelo é configurado por nós no ambiente; nenhuma credencial de IA é pedida a você. O modelo é da Anthropic; quando não há credencial direta, o acesso passa por um gateway (cobrado na fatura da Vercel). Em produção nada precisa ser configurado do seu lado — e um caminho que cairia em simulação falha com erro explícito em vez de fingir sucesso.
O que chega até o modelo é só o que a política de egress permite: estrutura (nomes de tabelas e colunas), conteúdo (linhas do snapshot na visão segura do solicitante, ou resultados agregados do relatório) e o texto livre que a pessoa escreveu — sempre dentro do fence <dados>, tratado como dado e nunca como instrução. Nunca chegam: colunas PII, dados de outro workspace e mais do que o solicitante vê.
Pergunta 2 — "Por quanto tempo vocês guardam o que a IA viu?"
A resposta honesta é: o produto não guarda um histórico de conversas com a IA. O que fica é a trilha de auditoria (uso, custo, recusa) e, no relatório, os contadores de tokens no registro da execução. Dá para auditar que houve uma chamada, seu custo e sua proveniência — sem retenção de um log de bate-papo.
Os prazos vêm da política de retenção do banco de controle, que é a verdade única e alimenta o expurgo:
| Recurso | Retenção | Contado a partir de |
|---|---|---|
Registro de auditoria (inclui ai.reserva, ai.usage, ai.blocked) | 730 dias | criação |
| Execução de relatório (com os contadores de tokens) | 365 dias | criação |
| Snapshot/refresh de dashboard | 90 dias | criação |
| Recibo de entrega | 180 dias | enfileiramento |
| Evento de alerta | 180 dias | disparo |
Cada prazo declara finalidade e base legal. Um recurso sem política definida nunca expira por engano.
Pergunta 3 — "O que o DSAR traz do lado da IA?"
O relatório DSAR reúne, por e-mail do titular, tudo o que o banco de controle guarda ligado a ele, com cada seção declarando a fonte (tabela + campos), o critério de casamento e a data da coleta. Do lado da IA, o que entra são as ações auditadas do titular — inclusive as chamadas de IA que ele fez, com custo e proveniência.
O que nunca entra: segredos (senha, semente TOTP, hash) e o SQL cru — omitido de propósito, porque pode conter dado de terceiros. E o datalake fica fora do escopo: ele é do controlador. A saída vem em JSON (portabilidade) e Markdown (leitura do titular).
Exemplo: a Aurora Varejo e três e-mails do DPO
O DPO de um cliente da Aurora Varejo manda três perguntas. Maria responde sem inventar nada:
- Subprocessador? "O modelo é da Anthropic, acessado por um gateway configurado pela plataforma; não fornecemos credencial de IA. O que sai é estrutura, até 50 linhas por bloco da minha visão segura e o texto que eu escrevo. A coluna
cpf, marcada como PII emaurora_silver.vendas, não sai." - Retenção? "Não existe histórico de conversa. O rastro de uso e custo vive na trilha de auditoria por 730 dias; os contadores de tokens do relatório, por 365."
- DSAR de
ana@example.com? "Gerado em JSON e Markdown, com as ações auditadas dela — incluindo as chamadas de IA, com custo e proveniência — e sem o SQL cru nem segredos. O dado de negócio do titular final é atendido pela Aurora, que é a controladora."
Maria anexa, como evidência, a lista de eventos ai. de /auditoria e a tabela de egress da Aula 1.
Erros comuns
- "A IA aprende com os nossos dados." Não há treinamento com o seu dado, e não há histórico de conversa. O que existe é a chamada e o rastro dela.
- Achar que desligar a IA apaga a auditoria. Não apaga. O desligamento impede chamadas novas; o registro segue pelos 730 dias.
- Esperar o dado de negócio no DSAR. O datalake é do controlador — é você que atende o titular final.
- Reclamar que o DSAR "não traz o SQL". Omissão proposital: pode conter dado de terceiros.
- Confundir PII excluída com PII mascarada. Coluna marcada como PII está ausente do prompt, não escondida nele.
- Apagar antes de exportar. A exclusão de dados é definitiva: exporte primeiro.
O que esta capacidade NÃO faz, e em que estado está
A política de retenção cobre o banco de controle, não o datalake do cliente — e os prazos são decisão de produto, não self-service por workspace. A política de PII vale nas telas, exportações e envios do ingestia; levá-la para dentro do datalake, valendo para quem consulta as tabelas por fora, não está disponível. A exclusão é best-effort por passo: uma dependência indisponível não impede os demais, mas pode exigir reprocesso. Por plano, a governança/LGPD operacional começa no Business, enquanto a IA analista depende do plano a partir do Growth. O selo de C11.6 é Preview (DSAR, retenção e access review verificáveis por teste).
Faça você mesmo#
Esta aula é de conhecimento: não há exercício operacional no produto — nada aqui liga, desliga ou consome orçamento. O trabalho é de leitura e redação, e é assim que ela é avaliada:
- Escreva, em duas linhas, a fronteira controlador × operador e classifique dois pedidos: "quais chamadas de IA eu fiz na plataforma?" e "apague o CPF do meu cliente do datalake".
- Redija a resposta da Pergunta 1 (subprocessador) em no máximo quatro linhas, citando o que sai e o que nunca sai.
- Redija a resposta da Pergunta 2 (retenção) com os dois prazos que importam para a IA — e a frase sobre o histórico de conversa que não existe.
- Redija a resposta da Pergunta 3 (DSAR) listando o que entra do lado da IA e as três omissões propositais.
- Anote, da leitura de Privacidade, envio externo, orçamento e desligamento, as três coisas que nunca saem do produto.
- Marque, na sua resposta, qual afirmação você não pode fazer hoje (dica: política de PII dentro do datalake; prazos self-service).
Você terminou quando tiver as três respostas escritas, cada uma com a doc pública que a sustenta citada ao lado, e conseguir apontar na sua própria redação a única frase que seria um claim indevido se você a tivesse escrito.
Checagem rápida#
Três perguntas no final da aula, corrigidas no servidor. A aula só conta como concluída depois da checagem.
Documentação relacionada#
Capacidades ensinadas#
C11.6 — o selo exibido na aula é sempre o estado mais conservador entre as capacidades citadas; nada aqui é "GA".