Selo de estado:
Preview(teto atual do produto) · Curso ACD-350 — Rota rápida: do Power BI/Excel ao ingestia.bi · Aula 1 de 5 · Atualizado em 2026-10-04.
Objetivo#
Ao final desta aula você vai mapear dataset/relatório/medida/RLS — e mais alguns conceitos do Power BI — nos equivalentes do ingestia.bi, sabendo dizer, para cada um, o que é igual, o que muda de forma e o que simplesmente não existe aqui.
Vídeo#
Identificador no manifesto: acd-350-01-mapa-de-conceitos-pbi · duração-alvo 7 min · tela do produto: /connect.
Roteiro:
| # | Capítulo | Minutagem-alvo | Rota |
|---|---|---|---|
| 1 | Abertura — você não vai reaprender BI; vai aprender um dicionário | 00:00–00:40 | /connect |
| 2 | A tabela de equivalência, linha por linha (dataset, relatório, medida, RLS) | 00:40–03:00 | /connect |
| 3 | Onde cada coisa mora: dado, modelo, painel, chave de API | 03:00–04:40 | /connect |
| 4 | O mesmo relatório na Aurora Varejo: de onde vem cada peça | 04:40–06:00 | /connect |
| 5 | Três conceitos que NÃO têm par (gateway, app/audiência, VertiPaq) | 06:00–06:40 | /connect |
| 6 | Encerramento — o estado é Preview, e isso muda o planejamento | 06:40–07:00 | /connect |
Conteúdo#
Quem vem do Power BI já sabe BI. O que falta é um dicionário: saber qual palavra daqui corresponde a qual palavra de lá, e onde a correspondência quebra. Esta aula é esse dicionário — nada de convencimento. A página Migrar do Power BI para o ingestia.bi é a fonte, e ela mesma abre dizendo: "não prometemos paridade total".
Vale guardar desde já qual é a dor que motiva o curso. Ninguém sofre no Power BI por causa do gráfico de barras; sofre com a camada de baixo — o Power Query que quebra, o gateway que cai, o .pbix que leva quarenta minutos para atualizar, a medida que só existe na cabeça de uma pessoa. É essa camada que muda de lugar aqui: ela sai do arquivo do relatório e vira pipeline agendado + datamart no BigQuery.
Tabela de equivalência Power BI ↔ ingestia.bi
| Power BI | ingestia.bi | O que muda de verdade |
|---|---|---|
| Dataset / modelo semântico | Modelo semântico do painel sobre o datamart Gold | Os dados não são copiados para dentro do modelo: ficam no BigQuery (aurora_gold). O modelo é metadado — tabelas, relações, medidas |
Relatório (.pbix) | Painel (dashboard) com páginas e widgets | Formato de projeto aberto + Git (BI-as-code): dá diff por widget e por versão, em vez de um binário opaco |
| Visual | Widget (46 visuais + 4 elementos) | Catálogo próprio, com mapas do Brasil por UF/município nativos; sem ecossistema tipo AppSource |
| Medida DAX | Fórmula pt-BR (medida central) | 102 funções com nome em português, argumentos por ;, decimal com vírgula, coluna pelo nome simples. É a aula 3 |
| Coluna calculada | Coluna calculada | Linha a linha, com anti-ciclo |
| Tabela de datas marcada | Tabela calendário | Ano fiscal, 4-4-5, fuso e locale pt-BR |
| RLS por função + filtro DAX | RLS por atributo (ABAC) | Você não escreve filtro em fórmula: declara o atributo do membro. Um grant serve centenas de pessoas, e o comportamento é fail-closed |
| Power Query / fluxo de dados | Pipelines Bronze/Silver/Gold | O ETL sai de dentro do relatório e vira pipeline agendado do datalake |
| Gateway de dados local | Não existe — conector agendado (+ túnel SSH para bancos) | A plataforma puxa a fonte desde a nuvem; não há agente instalado na sua rede |
| Import / DirectQuery | Import / DirectQuery | Mesmos nomes e mesmos trade-offs: Import = snapshot; DirectQuery com cache |
| Atualização agendada do dataset | Agenda do pipeline (+ refresh do snapshot) | A agenda é do dado, não do relatório |
| Workspace / App / Audiência | Workspace do tenant | Um workspace por cliente; sem apps, audiências ou trilha dev-test-prod |
| Publicar na web / Embed | Link público / embed com token HMAC + allowlist de origem | Token assinado em vez de URL pública adivinhável |
| Bookmarks | Bookmarks do painel | Do painel, não por usuário |
| Exportar PDF/PPTX/Excel | Exportar XLSX/CSV em pt-BR | PDF e PPTX dependem de infraestrutura e não são promessa hoje |
Onde cada coisa mora no produto
Três lugares resolvem o mapa acima:
- Os dados chegam por conexão + pipeline e param nos datasets
{prefixo}_bronze,_silvere_golddo seu workspace. O painel nunca lê Bronze. - O modelo e as medidas vivem no editor do painel, na aba do modelo: tabelas do Gold, relações e a biblioteca de medidas centrais.
- A ponte com o mundo de fora é
/connect, a tela "Conectar BI": ela entrega a URL base da API, o nome do seu dataset Gold e a receita de conexão para Power BI, Excel, Tableau e Looker Studio, além da gestão das chaves. É a tela desta aula e o assunto inteiro da aula 2.
O mesmo relatório, na Aurora Varejo
Pense no clássico "Vendas Mensais.pbix": dataset importado de um SQL Server pelo gateway, uma medida Receita, RLS por região e atualização às 6h. No workspace de treino Aurora Varejo isso se decompõe assim:
- A fonte vira conexão + pipeline, que grava
aurora_bronze.vendas→aurora_silver.vendas→aurora_gold.vendas. O horário das 6h virou agenda do pipeline. - O dataset vira modelo estrela sobre o Gold: o fato
vendase as dimensõesprodutos,clientes,filiaisecalendario— é o conteúdo de Fato, dimensão, grão. - A medida
Receitavira uma medida central escrita comoSOMA(valor): semVendas[valor]e sem vírgula separando argumentos. - A RLS por região deixa de ser função + filtro DAX e passa a ser atributo do membro:
ana@example.comcomregiao = Sudestevê só o Sudeste, em qualquer painel, export ou feed. - O
.pbixvira projeto exportável e versionado, com diff legível.
O que você ganha nessa troca
Fórmulas em português, mapas do Brasil nativos, teto de bytes por consulta com custo em reais, anti-fan-out automático (o produto recusa a agregação errada em vez de entregar um total inflado) e projeto aberto no lugar do binário.
O que não tem par aqui
Três ausências que mudam planejamento, e não só vocabulário:
- Gateway de dados local. Não há agente para instalar na sua rede. Fonte em rede privada depende de conector com túnel SSH ou de expor a origem para a nuvem.
- Apps, audiências e workspaces dev/test/prod. É um workspace por cliente; a distribuição se faz por publicação, link, embed e RLS.
- Engine colunar em memória tipo VertiPaq. Não existe. A performance vem do BigQuery mais snapshot/cache, e o desempenho em nuvem real é
NÃO MEDIDO.
A lista completa — DAX, visuais, API, alertas, app móvel — é a aula 4, escrita justamente para você não prometer ao seu time algo que o produto não entrega.
Estado da capacidade
O mapa desta aula é mantido por um ledger vivo de paridade (C14.6, claim GA-candidato), que compara capacidade por capacidade com evidência — e é recorrente por design, porque o Power BI é alvo móvel. O teto do produto, porém, segue Preview: nada aqui é anunciado como GA, e o selo da aula é sempre o mais conservador.
Faça você mesmo#
Esta aula é de conhecimento: o exercício é de leitura e mapeamento, não de operação.
- Escolha um relatório real do seu Power BI — de preferência o que mais dá trabalho para manter.
- Liste as peças dele em cinco linhas: fonte(s), transformações do Power Query, medidas, visuais e regras de acesso (RLS).
- Para cada linha, escreva o equivalente daqui usando a tabela desta aula (ex.: "gateway + SQL Server" → "conexão + pipeline agendado").
- Marque com um
?toda peça para a qual você não achou equivalente — essa lista é a sua pauta da aula 4. - Abra Migrar do Power BI para o ingestia.bi, leia "O que ainda NÃO existe" e confira quantos dos seus
?já aparecem lá. - Abra
/connectno console e localize três coisas: a URL base da API, o nome do seu dataset Gold e onde se cria uma chave de API.
Você terminou quando tiver, numa página, o seu relatório traduzido linha a linha, com os ? separados do resto — e conseguir explicar, sem olhar a tabela, por que "dataset" aqui não é uma cópia dos dados.
Checagem rápida#
Três perguntas no final da aula, corrigidas no servidor. A aula só conta como concluída depois da checagem.
Documentação relacionada#
Capacidades ensinadas#
C14.6 — o selo exibido na aula é sempre o estado mais conservador entre as capacidades citadas; nada aqui é "GA".