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Pergunte aos dados: SQL + proveniência

Aula 9 de 106 minOperarAtualizada em 2026-10-04

Vídeo em produção

A gravação desta aula está no lote de produção. O objetivo, o exercício e a documentação já valem. Duração-alvo: 6 min.

Objetivo: Formular pergunta com período/recorte/medida e ler proveniência

Selo de estado: Preview (teto atual do produto) · Curso ACD-100 — Fundamentos Ingestia · Aula 9 de 10 · Atualizado em 2026-10-04.

Objetivo#

Ao final desta aula você vai formular pergunta com período/recorte/medida e ler proveniência — e tratar uma recusa da IA como resposta correta, não como falha.

Vídeo#

Identificador no manifesto: acd-100-09-primeira-pergunta-ia · duração-alvo 6 min · tela do produto: /query.

Roteiro de gravação (5 capítulos):

#Minutagem-alvoCapítuloTela do produto
10:00–0:30Abertura: título + selo Preview (avaliação humana da IA pendente). O que a IA faz: português → SQL, com citações e recusa quando não há base./query
20:30–1:45Pré-requisitos: papel admin/owner; é ação cara (402 em atraso); não precisa de IA para consultar BI. Escopo: tabela Gold ou modelo semântico (recomendado)./query
31:45–3:15Os 5 princípios do prompt. Ao vivo: "me mostra tudo" × "receita por categoria no último mês"./query
43:15–4:45Ler a resposta em três partes: SQL somente-leitura, explicação + custo estimado, proveniência (tabelas/colunas/medidas). Conferir antes de confiar./query
54:45–6:00Quando a IA recusa (ambiguidade · fora do contexto · sem evidência); orçamento de IA com ledger reserva → liquidação; nunca colar PII. Encerramento com o "faça você mesmo"./query

Conteúdo#

O que a IA faz — e o que não faz

A IA da ingestia.io traduz linguagem natural em SQL sobre o seu datamart, responde com citações e proveniência e sabe recusar quando não tem base. Ela descreve o que os dados mostram; não afirma causa ("X causou Y") e recusa quando tentam forçar. Trate-a como um assistente que propõe — você revisa e confirma.

Maturidade: Preview

O caminho é provado por testes (anti-injeção, proveniência), mas a avaliação humana de qualidade ainda não foi concluída; a qualidade em produção é não medida. Sem SLA. A IA não garante exatidão absoluta — a proveniência existe para você conferir.

Quem pode, e o que custa

  • Usar a IA exige papel admin/owner (ação recursos de IA) e roda atrás das chaves de desligamento de consulta em linguagem natural / insights de IA. Se a chave estiver ativa, o produto responde "Recurso de IA indisponível".
  • É uma ação cara: bloqueada em inadimplência (402). Não é preciso habilitar IA para consultar BI.
  • Cada pergunta consome orçamento de IA (egress para o provedor) e, quando você executa a consulta, BigQuery. O orçamento usa um ledger atômico (reserva → liquidação): você nunca estoura em silêncio; ao atingir o teto, o recurso recusa (fail-closed). O teto é um valor em reais por mês por workspace (padrão R$ 50) e há rate limit. BRL faturado = projeção.
  • A IA respeita RLS/ABAC e a permissão Ver dados PII (viewPII): não devolve linha que a pessoa não poderia ver.

Como aparece no produto

Em IA → Consultas com IA (/query):

  1. Escolha o escopo: uma tabela Gold ou o modelo semântico (recomendado — a IA fica "aterrada" no modelo certificado, e é daí que vêm respostas confiáveis).
  2. Escreva a pergunta em português.
  3. A IA propõe o SQL (com parâmetros nomeados, anti-injeção), estima o custo e mostra as citações das fontes usadas. Gerar não executa nada: executar é uma ação separada, que depende da sua permissão e de você revisar o SQL.

A resposta vem em três partes: SQL somente-leitura (visível para auditoria — revise nomes de coluna e tabela antes de confiar; há auto-correção com um retry usando o erro real do BigQuery, mas não é garantia), explicação com custo estimado e proveniência (quais tabelas, colunas e medidas sustentam o número).

Como perguntar bem

Os cinco princípios:

  1. Seja específico sobre métrica e recorte: qual número, por qual dimensão, em qual período.
  2. Use os nomes do seu modelo: "receita", "categoria", "filial".
  3. Uma pergunta por vez. Perguntas compostas confundem; quebre em passos.
  4. Peça o período explicitamente: "último trimestre", "2026", "últimos 30 dias".
  5. Não peça causa.
RuimPor queBoa
"me mostra tudo"sem métrica nem recorte"receita total por mês em 2026"
"vendas"ambíguo"quantidade vendida por categoria no último trimestre"
"quais os melhores?""melhor" em quê?"top 10 produtos por receita em julho/2026"
"compara com o mercado"dado que você não tem"receita deste ano vs ano anterior por filial"

Se a pergunta for ambígua e houver modelo semântico publicado, a IA recusa antes de gastar token e lista as opções ("você quis dizer Receita bruta ou Receita líquida?"). Escolha e refaça — é mais barato e mais preciso.

Quando a IA recusa (e por que é bom)

Recusa não é falha — é honestidade. As três recusas comuns:

  • Ambiguidade → escolha entre as opções e refaça.
  • Fora do contexto (fora_do_contexto) → a pergunta não toca nenhum termo do modelo ou do painel; reformule com os nomes certos.
  • Sem evidência (sem_evidencia) → os dados não sustentam a afirmação; agregue no SQL ou mude a pergunta.

O Q&A do dashboard (a pergunta feita de dentro de um painel) responde só com base no snapshot já materializado, cada frase com citação verificável. Por isso ele não responde "agora" nem previsão, e sobre uma amostra a IA é proibida de afirmar total, soma, "maior" ou "todos" — para o total exato, use o text-to-SQL.

Segurança

  • Anti-injeção de prompt e de SQL (parâmetros nomeados).
  • Egress controlado: o que sai para o provedor de IA é mapeado; onde exige opt-in, egress fica desligado por padrão.
  • Não cole segredos nem PII na pergunta. O texto vai para o provedor — pergunte sobre estrutura e números, não sobre pessoas.

Exemplo: a Comércio Aurora

Ana pergunta: "Qual filial mais vendeu em julho?". A IA propõe o SQL sobre aurora_gold.vendas_por_filial, mostra o custo estimado e cita a tabela e o período — e a tela avisa que nada foi executado no datalake. Ana revisa o SQL e clica em executar; aí sim a consulta roda, com maximumBytesBilled como teto, e responde "Campinas, R$ 128 mil". Se ela tivesse perguntado "quais os melhores?", teria recebido um pedido de precisão — "melhor em quê?" — antes de qualquer custo.

Erros comuns

SintomaCausa provávelO que fazer
IA bloqueada (402)assinatura em atraso, ou o teto mensal de IA do workspace já foi atingidoregularize em Planos; o teto é um valor em reais por mês (padrão R$ 50) e volta a zerar no início do próximo mês
"Recurso de IA indisponível"chave de desligamento ativarecurso pausado; tente mais tarde
Resposta recusadapergunta sem base no modeloreformule ou aterre no modelo semântico
Resultado inesperadoescopo/tabela erradosconfira a proveniência e ajuste o escopo
Pedi "tempo real" ao Q&Aele lê o snapshot da última atualizaçãouse o text-to-SQL ou atualize o painel

Faça você mesmo#

No workspace de treino Aurora Varejo, como admin ou dona:

  1. Confirme o seu papel (admin/owner) e abra IA → Consultas com IA (/query).
  2. Escolha o escopo: o modelo semântico (recomendado) ou a tabela aurora_gold.vendas.
  3. Pergunte de propósito mal: "me mostra tudo". Anote o que a IA fez (recusa ou pedido de precisão) e quanto custou (nada, se recusou antes de gerar).
  4. Agora pergunte bem: "receita por categoria no último mês".
  5. Leia a resposta em três partes: o SQL (somente leitura, parâmetros nomeados), a explicação com custo estimado e a proveniência. Confira se a coluna de receita e a de categoria são as que você esperava.
  6. Refaça com um recorte: "receita por categoria no último mês só na filial Campinas". Compare o SQL: o filtro apareceu?
  7. Escreva uma pergunta que a IA deve recusar ("por que as vendas caíram?") e confirme a recusa.

Você terminou quando obteve uma resposta com SQL visível e proveniência para a pergunta boa, uma recusa ou pedido de precisão para as perguntas ruins, e consegue apontar na proveniência a tabela e a medida usadas.

Checagem rápida#

Três perguntas no final da aula, corrigidas no servidor. A aula só conta como concluída depois da checagem.

Documentação relacionada#

Capacidades ensinadas#

C13.1 — o selo exibido na aula é sempre o estado mais conservador entre as capacidades citadas; nada aqui é "GA".

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